Lúcia de Jesus

luciaA principal protagonista das Aparições nasceu em 22 de Março de 1907, em Aljustrel, Paróquia de Fátima (localizada em Lisboa, Portugal) e faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005. Ingressou no Asilo de Vilar (Porto), este dirigido pelas religiosas de Santa Dorotéia, em 17 de Junho de 1921. Depois foi para Tuy, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores.

Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de Outubro de 1928. Nesta mesma data, sendo que no ano de 1934, fez os votos perpétuos.  Transferiu para o Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, em 25 de Março de 1948, quando tomou o nome de Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. Sua profissão de votos solenes foi realizada em 31 de Maio de 1949.

A Irmã Lúcia veio à Fátima diversas vezes, umas delas com um propósito: dirigir no Carmelo um trabalho pictórico sobre as Aparições, cujas datas foram: em 13 de Maio de 1982, 13 de Maio de 1991 e 13 de Maio de 2000.

Faleceu no Convento de Santa Teresa, em Coimbra, a 13 de Fevereiro de 2005. O seu corpo foi trasladado para a Basílica do Santuário de Fátima, em  19 de Fevereiro de 2006, onde foi tumulado ao lado da sua prima, a vidente Beata Jacinta Marto.

Francisco Marto

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Nasceu em 11 de Junho de 1908, em Aljustrel. Muito sensível e contemplativo, orientou toda a sua oração e penitência para “consolar a Nosso Senhor”. No dia 4 de Abril de 1919 faleceu santamente na casa de seus pais. Os seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial até ao dia 13 de Março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica da Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal), lado nascente.

Jacinta Marto

jacintamartoNasceu também em Aljustrel, na data de 11 de Março de 1910. Em Lisboa, no hospital de Dona Estefânia (hoje é  a unidade de referência em pediatria para a zona sul do país e ilhas), faleceu santamente no dia 20 de fevereiro de 1920. Após de uma longa e dolorosa doença, ofereceu todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre.

Em 12 de Setembro de 1935 foi solenemente trasladado o seu cadáver do jazigo da família do Barão de Alvaiázere, em Vila Nova de Ourém, para o cemitério de Fátima, e colocado junto dos restos mortais do seu irmãozinho Francisco.

No dia 1 de Maio de 1951, efetuou-se, com a maior simplicidade, a trasladação dos restos mortais de Jacinta para o novo sepulcro preparado na Basílica da Cova da Iria, lado poente.

A vida e experiência cristã dos Pastorinhos

De acordo com a Congregação das Causas dos Santos, na humilde família de Francisco e Jacinta, aprenderam a conhecer e a louvar a Deus e à Virgem Maria desde cedo.

No ano de 1917, enquanto pastoreavam o rebanho, juntamente com a prima, Lúcia dos Santos, tiveram a graça singular de ver várias vezes a Santíssima Mãe de Deus, na Cova da Iria. Desde então, os servos de Deus não tiveram outro desejo a não ser fazer em tudo a vontade de Deus e contribuir para a salvação das almas e para a paz no mundo, pela oração e penitência. Em pouco tempo alcançaram uma extraordinária perfeição cristã. Francisco adormeceu no Senhor no dia 4 de Abril de 1919 e Jacinta no dia 20 de Fevereiro de 1920.

A vidente Lúcia dos Santos, nas suas Memórias, relata e testemunha como, após as aparições, os seus primos, Francisco e Jacinta, procuram viver segundo os dons que receberam de Deus. Muito mais do que antes, a vida deles centra-se em Deus, de uma forma extraordinária. O seu primeiro objetivo passa a ser amar a Deus e agradar-lhe em tudo. Por isso dedicam longo tempo à oração e aceitam sacrifícios e sofrimentos, que oferecem pelos pecadores.

A força divina e o encanto por Deus e por Nossa Senhora são tais que, mesmo perante as ameaças de morte, demonstraram fortaleza extraordinária e, em grande coragem, continuaram, até a morte, a afirmar e defender as aparições que presenciaram. O amor pelos pecadores, os doentes e os pobres era permanente e exprimia-se em atitudes e iniciativas: a oração, a oferta de alimentos, visitas e palavras de consolação e mesmo conselhos.

É impressionante o modo como as duas crianças vivem a doença que as atinge e como encaram a morte, que antecipadamente sabem vir em breve. O Francisco despede-se da Lúcia dizendo-lhe: “Adeus, até ao Céu!…” (Memórias, 148). E a Jacinta, já muito doente, consola a mãe com estas palavras: “Não se aflija, minha Mãe: vou para o Céu. Lá hei de pedir muito por si“ (Memórias, 46).

Segundo Lúcia, junto da prima, sentia “o que, de ordinário, se sente junto duma pessoa santa que em tudo parece comunicar Deus”. E acrescenta: “A Jacinta tinha um porte sempre sério, modesto e amável, que parecia traduzir a presença de Deus em todos os seus atos, próprio de pessoas já avançadas em idade e de grande virtude”.

Cabe ressaltar que através da vida destas duas crianças testemunha de forma convincente como a graça divina pode transformar as pessoas, mesmo crianças, exercendo nelas o seu poder e comunicando a bondade. O que ao ser humano parece impossível, não o é a Deus.

Beatificação de Francisco e Jacinta Marto

Os processos de beatificação dos Servos de Deus Francisco e Jacinta Marto, tiveram início em 30 de Abril de 1952. Porém devido às modificações introduzidas após a realização do Concílio Vaticano II e também a sucessão dos bispos da diocese de Leiria-Fátima, os processos só foram entregues à Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, em 3 de Agosto de 1979 (o do Francisco) e a 2 de Julho do mesmo ano (o da Jacinta).

Em Abril de 1981, a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos estudou num plano de princípios, a possibilidade da beatificação e canonização de crianças não-mártires, abrindo, assim, perspectivas favoráveis à beatificação dos videntes de Fátima, Francisco e Jacinta Marto.

A publicação dos decretos de heroicidade de virtudes dos dois videntes, feita em 13 de Maio de 1989, foi considerado um passo importante no processo de Beatificação. O Santo Padre João Paulo II no ano de 2000 proclamou “beatos” os dois videntes de Fátima, em Fátima, na data tão conhecida, 13 de Maio. Isso ocorreu depois do reconhecimento científico de um milagre, no caso, obtido por intercessão dos Servos de Deus Francisco e Jacinta Marto.