APARIÇÕES DO ANJO EM 1916

APARIÇÕES DO ANJO, EM 1916

O Anjo, por meio de suas aparições, preparou os Pastorinhos para o grande encontro com Nossa Senhora.

1ª aparição – Na Loca do Cabeço

Na Loca do Cabeço, o Anjo disse: “Não temais! Sou o Anjo da Paz. Orai comigo”. E ajoelhando em terra, curvou até ao chão e fez os Pastorinhos repetirem três vezes estas palavras: “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e Vos não amam.”. (LÚCIA, 2013, P. 77)

Em seus relatos, a Irmã Lúcia disse que a atmosfera do sobrenatural que os envolveu era tão intensa que quase não davam conta da própria existência. Por um grande espaço de tempo, permaneceram na posição em que o anjo os tinha deixados. Eles repetiram a mesma oração por várias vezes. Eles sentiam a presença de Deus de forma intensa e íntima, que não conseguiam falar. No dia seguinte, eles sentiram o espírito ainda envolvido por essa atmosfera que, muito lentamente, foi desaparecendo.

“Nesta aparição, nenhum pensou em falar nem em recomendar o segredo. Ela de si o impôs. Era tão íntima que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra. Fez-nos, talvez, também, maior impressão, por ser a primeira assim manifesta”. (LUCIA, 2013, p. 169).

2ª aparição – No poço

Nesta segunda aparição, o anjo surgiu próximo ao poço localizado no quintal da casa da Lúcia. Nesse local, as crianças sempre descansavam à sombra das árvores.

O Anjo dialogou com a Lúcia:

Disse o Anjo: Que fazeis? Orai, orai muito. Os Corações Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente, ao Altíssimo, orações e sacrifícios. (LUCIA, 2013, p. 170).

Perguntou a Pastorinha Lúcia de Jesus: Como nos havemos de sacrificar? (LUCIA, 2013, p. 170).

Respondeu o Anjo: “De tudo que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim, sobre a vossa Pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar.  (LUCIA, 2013, p. 78).

As palavras do Anjo ficaram gravadas na alma dos Pastorinhos de Fátima, como uma luz que os fazia compreender quem era Deus, como os amava e queria ser amado. Diante de tanta sabedoria divina, as crianças souberam o valor do sacrifício. E desde esse momento, eles começaram a oferecer ao Senhor tudo que os mortificava.

3ª aparição – Na Loca do Cabeço

A Terceira Aparição do Anjo de Portugal ocorreu na Loca do Cabeço, no fim do verão ou princípio do outono do mesmo ano (1916. E, como de costume, os Pastorinhos rezavam o Santo Rosário e a Oração que o Anjo ensinou na sua primeira aparição.

Esta aparição do Anjo é essencialmente trinitária e eucarística. Trata-se, portanto, de uma mensagem diferente, pois as anteriores foram com o intuito de impulsioná-los à disciplina de oração e sacrifício. Porém, na mesma linha porque a Eucaristia é simultaneamente oração, sacrifício por excelência.

Veja a narrativa:

O Anjo lhes apareceu com um cálice e uma hóstia suspensa, semelhante a ação do sacerdote no momento da transubstanciação. E a hóstia estava a pingar gotas de sangue no cálice. O Anjo deixa suspenso no o cálice no ar, ajoelha junto aos Pastroinhos, e os orienta a repetir três vezes:

“– Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, (adoro-Vos profundamente e) ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.” (LUCIA, 2013, p. 79).

Após repetirem a oração, o Anjo levanta-se, toma em suas mãos o cálice e a hóstia. A Lúcia recebe a Sagrada Hóstia. E Francisco e Jacinta bebem o sangue do cálice. O Anjo diz:

“– Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.” (LUCIA, 2013, p. 79).

Eles repetiram mais três vezes a oração e o Anjo desapareceu. Os Pastorinhos permaneceram na mesma atitude, repetindo as mesmas palavras. Quando eles levantaram perceberam que era noite e voltaram para as suas respectivas casas.

APARIÇÕES DA NOSSA SENHORA EM 1917

Nas Aparições de 1917, Nossa Senhora tem um novo encontro, em Terra, com os seus filhos. Da mesma forma que Maria orientou os discípulos de Jesus para que eles pudessem dar continuidade aos planos de Deus; nas Aparição em Fátima, Portugal, A Virgem Santíssima educou os Pastorinhos Jacinta, Francisco e Lucia. E eles não temeram aos sacrifícios, as dores, a doença ou a morte. Eles acreditaram.

As Aparições de Nossa Senhora têm uma grande importância para toda a humanidade. Por isso precisamos rezar o Terço todos os dias e ter como alvo consolar o nosso Deus, rogar pelas almas que padecem no Purgatório, rezar pelo Santo Padre e reparar os pecados cometidos pelos homens ingratos.

Primeira Aparição – 13 de Maio

No dia 13 de Maio de 1917, os Pastorinhos estavam a brincar na encosta da Cova da Iria. De repente, surgiu um clarão como um relâmpago, e os Pastorinhos, acreditando ser uma iminente tempestade, pastorearam as ovelhas e seguiram de volta para casa.

Quando os Pastorinhos aproximaram-se da azinheira grande, eles viram outro relâmpago. De repente, sobre a carrasqueira, apareceu uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, e clara como um copo de cristal, cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente.

Os Pastorinhos pararam surpreendidos pela aparição e a Senhora começou a dialogar com as crianças:

“– Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.
– De onde é Vossemecê? – lhe perguntei.
– Sou do Céu.
– E que é que Vossemecê me quer?
– Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez”, (LUCIA, 2013, p. 173).

“– E eu também vou para o Céu? – Sim, vais.
– E a Jacinta?
– Também. – E o Francisco?
– Também, mas tem que rezar muitos terços.
Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha.” (LUCIA, 2013, p. 173).

“– A Maria das Neves já está no Céu? – Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. – E a Amélia? – Estará no purgatório até ao fim do mundo.
Parece-me que devia ter de 18 a 20 anos.
– Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?  – Sim, queremos.  – Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”, (LUCIA, 2013, p. 173).

Após pronunciar estas últimas palavras (a graça de Deus, etc.), a Senhora abriu as mãos pela primeira vez, e comunicou-os uma luz intensa, como um reflexo que penetrava no peito e no mais íntimo da alma das crianças, fazendo-os ver eles mesmos em Deus. Por um impulso íntimo, eles caíram de joelhos e repetíamos intimamente as seguintes palavras:

“– Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.” (LUCIA, 2013, p. 174).

Passados os primeiros momentos, a Senhora acrescentou:  “– Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.” (LUCIA, 2013, p. 174).

Em seguida, a Senhora elevou-se serenamente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer.

Segunda aparição – 13 de Junho

A Segunda Aparição da Virgem Santíssima na Cova da Iria, em Fátima ocorreu em 13 de Junho de 1917 e foi um convite à oração, como caminho para a salvação das almas.

Nesta, os Pastorinhos notaram novamente um clarão, a que imaginavam ser um relâmpago. Mas, na verdade era o reflexo de uma luz que se aproximava. Além dos Pastorinhos, haviam outras pessoas, porém elas não viram Nossa Senhora. Assim como na primeira aparição, a Lucia foi a interlocutora com a “Senhora mais brilhante do que o Sol”.

Veja a narrativa:

Nossa Senhora surge sobre a carrasqueira e dialoga com a Lucia. Somente Jacinta e Francisco puderam ver a Virgem Maria.

“– Vossemecê que me quer? – perguntou Lucia e a Senhora respondeu – Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias e que aprendam a ler. Depois direi o que quero.”, (LUCIA, 2013, p. 175).

Perguntou Lucia: – “Pedi a cura dum doente.
E a Senhora respondeu: – Se se converter, curar-se-á durante o ano.
– Queria pedir-Lhe para nos levar para o Céu.
– Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração.”, (LUCIA, 2013, p. 175).

“– Fico cá sozinha? – perguntei, com pena. E a Senhora respondeu: – Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.”, (LUCIA, 2013, p. 175).

No momento em que a Senhora disse estas últimas palavras, Ela abriu as mãos. Nela, as crianças viram como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam como se estivessem na parte dessa luz que se elevava para o Céu e a Lucia, como se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Os videntes compreenderam que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.

3ª aparição – 13 de Julho

Em 13 de Julho de 1917, as crianças estavam na Cova de Iria entre uma numerosa multidão. Todos rezavam o terço. De repente, os Pastorinhos viram o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.

“– Vossemecê que me quer? – perguntou Lúcia. E respondeu a Senhora –, Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Se- nhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.”, (LUCIA, 2013, p. 176).

“A Senhora fez um pedido: – Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar”, (LUCIA, 2013, p. 176).

Nossa Senhora disse que as crianças precisavam continuar a rezar o terço todos os dias para alcançarem as graças durante o ano. E continuou: “ – Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos peca- dos cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.”,  (LUCIA, 2013, p. 176).

Ao dizer estas últimas palavras, a Senhora abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e as crianças viram um mar de fogo, e mergulhados nesse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, como formas humanas que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. (LUCIA, 2013, p. 176/177).

As crianças ficaram assustadas e levantaram. A Senhora, então, disse com bondade e tristeza:  “– Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio Xl começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.” (LUCIA, 2013, p. 177).

A Senhora continuou:

“ – Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.”, LUCIA, 2013, p. 177).

E disse também:  “Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.”, (LUCIA, 2013, p. 177).

Após um longo silencio, a Senhora, como de costume, elevou-se em direção ao nascente até desaparecer.

4ª aparição – 19 de Agosto

Nessa Terceira Aparição, a Lúcia enganou-se ao afirmar que teria sido no dia 13, assim como as aparições anteriores. Porém, essa aparição foi em 19 de agosto, pois as crianças foram submetidas à prisão e Nossa Senhora apareceu quando elas voltavam da Carcerária de Vila Nova de Ourém. As crianças andavam com as ovelhas de volta para casa e, de repente, sentiram que alguma coisa sobrenatural. E Nossa Senhora surgiu sobre à carrasqueira.

“Perguntou Lucia: – Que é que Vossemecê me quer?”,  (LUCIA, 2013, p. 178).

“Respondeu a Senhora: – Quero que continueis a ir à Cova de Iria no dia 13, que continueis a rezar o terço todos os dias. No último mês, farei o milagre, para que todos acreditem”, (LUCIA, 2013, p. 178).

“Perguntou a Lucia: – Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova de Iria?”,  (LUCIA, 2013, p. 178).

“Respondeu a Senhora: – Façam dois andores: um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas vestidas de branco; o outro, que o leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário e o que sobrar é para a ajuda duma capela que hão-de mandar fazer”,  (LUCIA, 2013, p. 178).

“Lúcia fez um pedido: – Queria pedir-Lhe a cura dalguns doentes.”, (LUCIA, 2013, p. 178).

“A Senhora respondeu: “– Sim; alguns curarei durante o ano” – e tomando um aspecto mais triste, continuou a falar: – Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.”, (LUCIA, 2013, p. 179).

E, como de costume, a Senhora começou a elevar-se em direção ao céu.

5ª aparição – 13 de Setembro

No dia 13 de Setembro de 1917, Lucia, Francisco e Jacinta estavam com uma numerosa multidão. As estradas estavam lotadas de pessoas. Todos queriam ver, falar e suplicar seus pedidos aos Pastorinhos. À volta dos Pastorinhos, as pessoas prostravam-se, de joelhos, diante das crianças e faziam as suas súplicas, acreditando que as crianças levariam a Nossa Senhora.

“– Pelo amor de Deus! peçam a Nossa Senhora que me cure meu filho, que é aleijadinho!

Outro: – Que me cure o meu, que é cego! Outro: – O meu, que é surdo! – Que me traga meu marido… – … meu filho, que anda na guerra! – Que me converta um pecador! – Que me dê saúde, que estou tuberculoso! Etc., etc.”, (LUCIA, 2013, p. 179).  Ali apareceram todas as misérias humanas.

Ao chegarem à Cova de Iria, junto da carrasqueira, as crianças começaram a rezar o terço com o povo. Pouco depois, os Pastorinhos viram o reflexo da luz e, em seguida, a Senhora sobre a azinheira.

Disse então Nossa Senhora : “– Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Do- res e do Carmo, S. José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.”, (LUCIA, 2013, p. 180).

Respondeu Lúcia: “– Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de al- guns doentes, dum surdo-mudo.”, (LUCIA, 2013, p. 179).

A Senhora respondeu: “– Sim, alguns curarei; outros não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem.”, (LUCIA, 2013, p. 179).

Ao final do diálogo, a Senhora elevou-se e desapareceu como de costume.

6ª aparição – 13 de Outubro

No dia 13 de Outubro de 1917, as Crianças saíram de casa bastante cedo, contando com as demoras do caminho. O povo era em massa. A chuva, torrencial. A Mãe da Lúcia, temendo que fosse o último dia de sua vida, com o coração apertado pela incerteza do que poderia acontecer, acompanhou a filha.

Lucia e a multidão de pessoas chegando à Cova de Iria, junto da carrasqueira. Levada por uma intuição, a Pastorinha pediu ao povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o terço. Pouco depois, viram o reflexo da luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.

Lucia perguntou: “– Que é que Vossemecê me quer?”, (LUCIA, 2013, p. 180).

A Senhora respondeu: “– Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”, (LUCIA, 2013, p. 180).

Lucia disse: “– Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc.”, (LUCIA, 2013, p. 180).

A Senhora respondeu: “– Uns, sim; outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.”, (LUCIA, 2013, p. 180).

E tomando um aspecto mais triste, a Senhora continuou: “– Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido.”, (LUCIA, 2013, p. 180).

E abrindo as mãos, a Senhora fez refletir no sol. E, enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projetar-se no sol. (LUCIA, 2013, p. 180).

Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, as crianças viram, ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz.

Pouco depois, Lucia viu Nosso Senhor e Nossa Senhora, e davam a ideia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que São José.