24 Abril 2017           CategoryCatequese, Centenário 2017, Destaques, Entrevistas

Testemunho dos videntes comprova veracidade das aparições em Fátima

Jacinta e Francisco Marto, os dois pastorzinhos que, ao lado da Irmã Lúcia dos Santos, viram Nossa Senhora em Fátima, serão canonizados pelo Papa Francisco em Fátima, em 13 de maio.

A confirmação deu-se na manhã desta quinta-feira (20/04) durante o Consistório Ordinário Público, presidido pelo Santo Padre no Vaticano. Serão as primeiras crianças não-mártires a serem proclamadas Santas. Na mesma data, há 17 anos, os dois irmãos eram beatificados por João Paulo II.

Para entender a importância da canonização deste dois pastorinhos, a Rádio Vaticano cedeu a entrevista realizada com o Dr. Antonino Grasso, mariólogo, docente no Instituto Superior de Ciências Religiosas “São Lucas” de Catânia e especialista em Fátima:

“Está tudo ligado com o mistério, as aparições e a mensagem de Fátima. Quando os videntes testemunham com a sua vida que seguem as indicações da mensagem da Virgem e alcançam os mais altos graus da santidade, é claro que são um testemunho concreto da veracidade das aparições que afirmaram. Portanto, é importante sob este aspecto a canonização dos dois pastorinhos porque eles, tendo recebido a mensagem da Virgem, a colocaram em prática em suas brevíssimas vidas, seguindo as indicações sobretudo da Virgem que pedia a eles para rezar pela paz, mas sobretudo de sacrificar-se pelos pecadores”.

Rádio Vaticana: Isto foi pedido diretamente por Nossa Senhora em uma das aparições…

“Em uma das aparições, a Virgem afirmou que muitas almas iam ao inferno, mostrando a eles a dramaticidade desta realidade. E assim os pastorinhos oferecem a vida deles e todos os seus sacrifícios e os sofrimentos de suas doenças para que se salve o maior número de almas possível. Portanto, eles testemunharam com a santidade de suas vidas a veracidade da mensagem e das aparições da virgem”.

Rádio Vaticana: Qual é a espiritualidade dos dois pastorzinhos?

“Jacinta cultivava três amores: a Eucaristia, o Coração Imaculado de Maria e o Santo Padre. Era muito disponível em mortificar-se. Ela usou uma corda-cinta na cintura para penitência até quando, temendo que fosse descoberta, poucos dias antes de cair doente, entregou-a a Lúcia que a queimou. Sentava-se por terra ou sobre uma pedra e, absorvida, começava a repetir: “Quanta tristeza eu sinto pelas almas que vão para o inferno”. E por isto chorava, rezava e se sacrificava continuamente por elas. Pelos pecadores, Jacinta aceitou a doença, os alimentos e os remédios pelos quais sentia tanta repugnância, o sacrifício de separar-se da família, de ir nos vários hospitais e até mesmo aquilo que mais a aterrorizava: a ideia de morrer sozinha, o que de fato ocorreu. Francisco foi muito tocado espiritualmente pela compaixão pelo sofrimento dos outros. Não raro foi surpreendido pelos primos atrás de uma parede ou de uma cerca onde, escondido, se refugiava para rezar de joelhos ou pensar em Jesus, triste – como dizia – por causa de tantos pecados. E fazendo orações e penitências pela salvação das almas que ofendem a Deus, Francisco se sentia atraído pelo amor divino e sua grande preocupação era sobretudo a de consolar Nosso Senhor. Podemos, portanto concluir, como afirmamos no início, que a santidade dos dois pastorinhos foi uma confirmação também da vitalidade salvífica e da atualidade da mensagem a eles transmitida pela Virgem”.

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